Cabelo quebrando: como saber se é quebra ou se é queda

Química e calor

Cabelo quebrando: como saber se é quebra ou se é queda

Resposta diretaOlhe a ponta do fio que caiu: se não tem a raiz (o pontinho branco), é quebra, não queda. Quebra vem de química e calor abrindo a cutícula; queda vem do folículo. A quebra se segura com menos calor, menos química e uma rotina que proteja o fio; a queda pede olhar a raiz.

Antes de tratar, vale descobrir o que está acontecendo. Quebra e queda parecem a mesma coisa no chão do banheiro e pedem cuidados opostos.

Equipe NHV5 min de leitura

Mulher olhando o comprimento do cabelo contra a luz

Quebra e queda não são a mesma coisa

Queda é o fio saindo do folículo. Ele vem inteiro, com uma pontinha esbranquiçada e mais grossa numa das extremidades: é o bulbo. O fio terminou o ciclo dele e soltou.

Quebra é o fio partindo no meio do comprimento. As duas pontas ficam parecidas, secas, sem bulbo em nenhuma delas. O folículo está bem; a fibra é que não aguentou.

O teste leva dez segundos: pegue alguns fios do chão ou da escova e olhe as pontas contra uma superfície clara. Tem bolinha branca numa ponta? Queda. As duas pontas iguais e secas? Quebra.

Isso importa porque o caminho muda. Quebra se resolve por fora, no cuidado da fibra e no tempo de crescer de novo. Queda vem da raiz e a conversa é outra.

O que a química faz na cutícula

A camada de fora do fio é feita de escamas sobrepostas, como telhas. Elas protegem o miolo e seguram a água dentro.

Descoloração, alisamento e permanente precisam abrir essas escamas para o ativo chegar onde precisa. Esse é o mecanismo, não um efeito colateral. O problema é o depois: a cutícula não fecha igual ao que era.

Com as telhas frouxas, o fio perde água mais rápido, embaraça mais, dá nó, e a fibra de dentro fica exposta ao atrito de pentear, dormir e secar. Cada processo novo soma no mesmo fio, porque não existe zerar entre um e outro. O fio não volta ao ponto de partida.

O calor tem limite, e ele é mais baixo do que parece

Chapinha e secador em temperatura alta na mesma semana de uma química é o par que mais parte fio. A cutícula já está aberta e o calor termina o serviço.

Fio molhado é mais frágil que fio seco, e prancha em cabelo úmido é o pior cenário: a água de dentro vira vapor e força a fibra de dentro para fora. Se ouvir chiado, já passou do ponto.

Protetor térmico deixa de ser opcional quando existe química no histórico. E a distância do secador vale tanto quanto a temperatura.

A rotina que segura o fio

Alterne reposição de proteína e umectação, não só hidratação. Hidratar repõe água; o fio quimicamente tratado também perde massa e lipídio, e esses são outros dois frascos.

Desembarace antes do banho e penteie de baixo para cima, em partes. A maior parte da quebra acontece no pente, não na química.

Fronha de seda ou cetim reduz o atrito de sete horas por noite, que é o cuidado mais barato da lista.

Corte as pontas partidas. Fio quebrado não cola e a fissura sobe pelo comprimento.

E cuide do que está nascendo. A fibra nova é feita do que o corpo tem disponível no dia em que ela se forma, então nutrição diária é o que separa um comprimento novo forte de mais um comprimento frágil.

O que esperar, e em quanto tempo

Uma frase que economiza dinheiro: o fio já danificado não se regenera. Nenhum produto reconstrói queratina morta de forma permanente, ele preenche e alinha, e isso sai na próxima lavagem.

O que melhora de verdade é o que nasce depois. Por isso o prazo aqui é o do crescimento, e por isso cortar o que já partiu acelera a sensação de melhora: você deixa de arrastar o dano antigo junto.

Perguntas frequentes

Dá para descolorir e não quebrar?

Dá para reduzir muito o risco, e o que mais pesa é o intervalo entre processos, a saúde do fio antes de começar e a rotina depois. O que não dá é fazer química sem mudar nada na rotina e esperar o mesmo fio de antes.

Cortar faz o cabelo crescer mais rápido?

Não. O crescimento vem da raiz e o corte não fala com ela. O que o corte faz é tirar a parte partida antes que a fissura suba, e isso faz o comprimento parar de encurtar sozinho.

Preciso parar com a chapinha de vez?

Não necessariamente. O que muda o resultado é temperatura, frequência, fio totalmente seco e protetor térmico. Uso ocasional com cuidado é diferente de uso diário no máximo.

Como saber se o cabelo está quebrando ou caindo?

Olhe as pontas dos fios contra uma superfície clara. Se uma das pontas tem uma bolinha branca, que é o bulbo, é queda. Se as duas pontas são iguais e secas, é quebra: o fio partiu no meio do comprimento.

Suplemento ajuda no cabelo que está quebrando?

Não no fio que já partiu: fio danificado não se regenera, e o caminho ali é menos calor, menos química e corte das pontas. A nutrição diária conta para o fio que ainda vai nascer, porque a fibra nova é feita do que o corpo tem disponível quando ela se forma.

Dra. Júlia Podavi, biomédica tricologista, de jaleco

Material da Dra. Júlia

Protocolo Capilar

O que está por trás da sua queda, o que
fazer por fora e por dentro, em 8 páginas

O que vem dentro

  1. Como está a sua quedaO que costuma estar por trás e a escala de Ludwig para você observar a sua risca
  2. Seu cronograma capilarHidratação, nutrição e reconstrução na ordem e na frequência certas, com o calendário da semana
  3. A lavagem corretaO passo a passo que vale para todas as lavagens, e qual shampoo serve para cada couro
  4. Sua suplementaçãoO cronograma cuida do fio que já nasceu; a suplementação, do que ainda vai nascer
  5. Sua jornadaO que acontece em cada fase do tratamento, do mês 1 ao 6
  6. Hábitos e cuidadosO que desfaz no dia a dia o que o protocolo constrói na semana

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Assinado pela Dra. Júlia Podavi. Conteúdo informativo, não substitui avaliação profissional.

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